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segunda-feira, 30 de junho de 2008

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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Quantum computing breakthrough arises from unknown molecule | Eureka! Science News

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sábado, 21 de junho de 2008

arjuna

IGNORÂNCIA E

SOFRIMENTO DE ARJUNA

O JOVEM PRÍNCIPE ARJUNA perdeu o seu trono e reino, usurpados por seus parentes. Desanimado, recusa-se a lutar pela reconquista.

Aparece então Krishna e faz ver a Arjuna que deve reconquistar o seu trono e reino, mesmo matando os usurpadores.

Alguns intérpretes, mesmo orientais, vêem nas palavras de Krishna um convite para um guerra justa, em sentido físico, tomando as palavras dele ao pé da letra.

Outros, porém – entre eles Rabindranath Tagore, Mahatma Gandhi, e outros iniciados – interpretam as palavras de Krishna em sentido simbólico, como aliás toda a luta de Arjuna contra os usurpadores, entendendo que Arjuna é o Eu humano cujo reino foi usurpado pelo ego, e Krishna é o Eu plenamente realizado, que convida Arjuna a fazer a sua auto-realização, derrotando seus parentes – os sentidos, a mente e as emoções – que, no homem profano, usurpam injustamente o domínio do divino Eu.

E, como esta reconquista só é possível pelo auto-conhecimento da verdadeira natureza humana, os 18 capítulos da Bhagavad Gita se resumem numa extensa explicação do auto-conhecimento humano, indispensável para a sua auto-realização.

Neste sentido, simboliza o poema da Sublime Canção uma paráfrase, ou um paralelo, a outros poemas da humanidade, como seja o Gênesis da Bíblia, onde o sopro de Deus (Eu) derrotado pelo sibilo da serpente (ego) é convidado a reconquistar o seu reino divino, "esmagando a cabeça da serpente".

Sendo que 24 versículos deste capítulo não passam de uma longa enumeração das diversas tribos em luta, com seus nomes em sânscrito, omitimos esses versículos, que não interessam ao leitor ocidental, nem contêm ensinamento algum, e começamos o livro com o versículo 25, onde começa o diálogo simbólico entre Arjuna e Krishna.

Krishna

25 Eis aí reunidos os parentes dos Kurus!

Sanjaya (o historiador)

26 Então viu Arjuna, nos dois exércitos, homens ligados a ele pelos vínculos do sangue: pais, avós, mestres, primos, filhos, netos, sogros, colegas e outros amigos – todos armados em guerra contra ele.

27 Com o coração dilacerado de dor e profundamente condoído, assim falou ele:

Arjuna

28 Ó Krishna! Ao reconhecer como meus parentes todos esses homens, que devo matar, sinto os meus membros paralisados, a língua ressequida no paladar, o coração a tremer e os cabelos eriçados na cabeça... Falha a força do meu braço... Cai-me por terra o arco que tendera...

29 Mal me tenho em pé... Ardem-me em febre os meus membros... Confusos estão os meus pensamentos... A própria vida parece fugir de mim...

30 Nada enxergo diante de mim senão dores e ais... Que bem resultaria daí, ó Keshava, se eu trucidasse meus parentes?

31 Não, Krishna, não quero vencer. Não quero, deste modo conquistar soberania e glória, riqueza e prazer.

32 Ó Govinda, como poderia semelhante vitória dar-me satisfação? Como me compensariam esses espólios da perda que sofreria? e que gozo teria ainda minha vida, se a possuísse pelo preço do sangue dos únicos que me são caros e sem os quais a vida me seria sem valor?

33 Avós, pais e filhos, aqui os vejo. Mestres, amigos, cunhados, parentes – não, não os quero matar, ó Senhor dos mundos! Nem que eles anseiam por derramar o meu sangue.

34 Não os matarei, Madhusudana, ainda que com isto lograsse domínios sobre os três mundos – menos ainda me seduz a posse da terra.

35 Dores somente me caberiam por semelhante mortandade.

36 Mesmo que os filhos dos Dhritarashtras sejam pecadores, sobre nossa cabeça recairia a culpa, se os matássemos. Não, não é licito matá-los. E como poderíamos ser felizes, sem os nossos parentes, ó Madhava?

37 E se eles, obsedados de cobiça e cólera, não vêem pecado na rebeldia e no sangue derramado.

38 Como poderíamos nós que vemos pecado em matarmos nossos parentes?

39 Quando uma tribo se corrompe, perece a piedade, e com ela perece o povo – a impiedade é contagiosa!

40 Corrompe-se a mulher, mesclando o puro com o impuro, e abre-se o inferno ao destruidor.

41 Até as divindades, privadas dos sacrifícios, tombam dos céus.

42 E essa mescla de puros com impuros produz a ruína das famílias.

43 E o destino dos destruídos é o inferno, consoante as escrituras.

44 Ai, que desgraça seria se trucidássemos nossos parentes, levados pela ambição do poder!

45 Bem melhor seria se nos rendêssemos aos inimigos armados e nos deixássemos matar na luta, sem armas nem defesa.

46 Assim dizendo, em pleno campo de batalha, deixou-se Arjuna tombar no assento da quadriga, e das mãos lhe caíram arco e flechas, porque trazia o coração repleto de amargura.

(in Bhagavad Gita – primeiro capítulo – tradução Huberto Rohden – ALVORADA – São Paulo).

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OS TRÊS MOTIVOS DE AGIR

Fala Arjuna:


1. Qual é, ó Krishna, a condição daqueles que, sem ater-se aos preceitos das escrituras, praticam o culto com fé? É a de sattva, rajas ou tamas?

Krishna e Arjuna no campo de batalha

Fala Krishna:


2. Entre os mortais há três tipos de fé, nascidas de sua natureza individual. A fé pode ser sattvica, rajasica ou tamasica. Escuta a descrição das três.


3. A fé de cada pessoa, ó filho de Bhârata, concorda com seu caráter. Cada um se constitui por sua própria fé: tal é a fé, tal é o homem.


4. Os homens de índole sattvica, adoram os deuses; os que têm caráter rajasico adoram os yashkas e os râkshasas; e os de natureza tamasica prestam culto às sombras e aos espíritos elementares.


5. Os homens que praticam acerbas penitências, não prescritas nos livros sagrados, estando por outro lado cheios de hipocrisia e egoísmo, deixando-se arrastar pela violência de seus desejos e paixões;


6. torturando em sua insensatez o conjunto de elementos do corpo, e também a Mim, que nele resido, entenda que tais homens têm intenções demoníacas.


7. Os alimentos preferidos pelos homens, assim como os sacrifícios, as penitências e as esmolas, são de três tipos, correspondentes às disposições individuais. Ouve o que os distingue.


8. Os alimentos que fortalecem a vida, a energia, a saúde, a alegria e o bem-estar; os que são saborosos, suaves, nutritivos e agradáveis são os alimentos preferidos dos homens de temperamento sattvico.


9. Os homens dotados de um temperamento rajasico preferem os alimentos ácidos, amargos, salgados, picantes, muito quentes, áridos e ardentes, que propiciam moléstias, dores e enfermidades.


10. Os alimentos passados, rançosos, corrompidos, insípidos, restos de comida e pratos impuros são os preferidos pelos homens de temperamento tamasico.


11. O sacrifício oferecido segundo as prescrições da lei, sem esperança de recompensas, na convicção de que tal ato é um dever, é de natureza sattvica.


12. O sacrifício oferecido com intenção de obter favores, ou por hipocrisia, ó melhor dos Bhâratas, é um ato de índole rajasica.


13. O sacrifício que é oferecido de forma contrária à lei, sem fé, sem distribuição de alimentos, recitação de textos sagrados, e sem o estipêndio do sacerdote, é um ato de índole rajasica.


14. A veneração aos deuses, dvijas, mestres espirituais e sábios; a pureza, retidão, castidade e mansidão constituem a ascese do corpo.


15. A linguagem comedida, honesta, verídica, agradável e proveitosa e também a leitura habitual dos livros sagrados são a ascese da palavra.


16. Serenidade mental, doçura, placidez, silêncio, domínio de si mesmo e pureza de ânimo é no que consiste a ascese da mente.


17. Esta ascese tripla, praticada pelos homens piedosos, com fé fervorosa se visar recompensa é dita sattvica.


18. A ascese praticada com hipocrisia, com a intenção de obter agasalho, respeito e honra, é dita rajasica.


19. A ascese praticada com o tolo propósito de torturar-se a si mesmo, ou de fazer mal a alguém, é dita tamasica.


20. A esmola oferecida a uma pessoa merecedora de tal benefício e que não possa retribuí-lo, com a idéia de cumprir um dever e em tempo e lugar adequados, é sattvica.


21. Mas a esmola dada com expectativa de retorno ou recompensa, ou dada de má vontade, é rajasica.


22. A esmola distribuída a pessoas indignas, com ar desdenhoso, sem guardar as devidas atenções e em tempo e lugar inoportunos, é tamasica.


23. OM, TAT, SAT; é esta a tríplice designação de Brahma, por ela foram criados em tempos antigos os brâmanes, os Vedas e os sacrifícios.


24. Por essa razão os conhecedores de Brahma jamais iniciam os atos de sacrifício, caridade ou mortificação ordenados pela lei, sem antes pronunciar o monossílabo OM.


25. Pronunciando o monossílabo TAT e sem visar os frutos de suas obras, aqueles que anseiam pela libertação aos diversos atos de sacrifício, penitência e esmola.


26. O monossílabo SAT é usado para exprimir realidade e bondade; esta palavra também se aplica a obras meritórias, filho de Prithâ.


27. A constância no sacrifício, na penitência e na escola é também designada com a palavra SAT. Da mesma forma, toda ação executada em honra daquele que se denomina SAT.


28. Todo sacrifício, toda escola, toda mortificação, ou qualquer outro ato praticado sem fé é chamado a-sat, filho de Prithâ, e é completamente nulo, tanto nesta vida como na futura.


quarta-feira, 18 de junho de 2008

15/06/2008 - 11h43

Energia misteriosa faz dez anos sem ganhar explicação

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RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo

Uma das maiores descobertas da história da astronomia está completando uma década neste ano, mas cientistas não têm muita motivação para comprar um bolo e tornar a data uma comemoração. Em 1998, dois grupos de pesquisa independentes descobriram que o Universo está se expandido de maneira acelerada --algo que ninguém esperava. Passados dez anos, a força que move esse fenômeno já tem um nome --energia escura--, mas ninguém ainda sabe o que ela é.

"Não estamos mesmo muito mais perto da resposta do que estávamos antes", disse à Folha Robert Kirshner, astrônomo da Universidade Harvard, de Cambridge (EUA). "Mas estamos bem convencidos hoje de que essa coisa existe, e esse sinal não se foi nos últimos anos. Na verdade se tornou melhor, mais evidente."

Kirshner foi um dos astrônomos com papel crucial na descoberta de 1998. Ele inventou uma maneira de analisar a luz de supernovas (explosões de estrelas) em galáxias que se afastam da Terra a alta velocidade para estimar quão distantes elas estão. Sob liderança de Adam Riess, ex-aluno de Kirshner, astrônomos usaram essa técnica para fazer um grande mapeamento do Universo, mostrando que as galáxias mais distantes estão se afastando cada vez mais rápido.

Os astrônomos demoraram para acreditar no que estavam vendo. Já se sabia desde 1929 que o Universo estava em um movimento de expansão, que tinha iniciado com o impulso do Big Bang, a explosão que o originou. Todos achavam, porém, que a força da gravidade de toda a massa que existe no cosmo acabaria freando esse impulso alguma hora.

"No final de 1997, quando estavam saindo as primeiras análises de Adam Riess, ele me disse "Cuidado aí! Parece que nós estamos obtendo massa negativa". Eu respondi então: "Você deve estar fazendo algo errado. Tem certeza de que não esqueceu de dividir por pi?"

Mas não era um erro na fórmula. Os astrônomos ficaram tão chocados quanto Isaac Newton ficaria ao ver uma maçã caindo para cima. Não é possível perceber a energia escura em pequena escala --maçãs costumam cair para baixo aqui na Terra--, mas na escala cosmológica essa força está agindo contra a gravidade, afastando as galáxias umas das outras.

Problema constante

Sem dados experimentais que possam sugerir o que é a energia escura, cientistas voltaram então para a teoria. Algo que poderia explicar a energia escura era um conceito antigo criado por Albert Einstein. Sua teoria da relatividade geral indicava que a gravidade deveria fazer o Universo encolher, mas o grande físico acreditava num cosmo imóvel, parado. Sua solução foi postular uma força repelente para fechar as contas.

A essa nova força --uma tentativa de resolver o problema "na marra"-- o físico deu o nome de "constante cosmológica". O que a idéia implicava era um tanto absurdo: o vácuo, ou seja, o nada, conteria energia.

Aparentemente, na década de 1930, Einstein acabou sucumbindo às provas de que o Universo estava mesmo em expansão e se afastou do debate. Após a descoberta da expansão acelerada em 1998, porém, físicos ressuscitaram sua idéia: a energia escura talvez seja a constante cosmológica.

A essas alturas, a energia do vácuo já não era uma idéia tão absurda, e tinha sido até mesmo postulada na forma de "partículas virtuais" pelos físicos quânticos. Com base nisso, então, teóricos calcularam qual seria o valor da constante cosmológica se ela fosse mesmo o impulso do "vazio quântico". Só que a conta não fechou.

"A energia escura é ridiculamente pequena, e a energia do vácuo teórica é ridiculamente grande", explica Raul Abramo, físico da USP (Universidade de São Paulo). "Seria como casar uma ameba com uma baleia."

Outros teóricos postulam que a energia escura seja uma outra força da natureza, uma espécie de "antigravidade". Para isso, porém, precisaria haver evidência de que ela varia no espaço e no tempo. Em outras palavras, seria preciso essa energia não ser "constante". Mas até onde a precisão dos telescópios permite ver, ela é.

Para sair da enrascada, físicos esperam agora a chegada de dados de supertelescópios, mas nada garante que imagens mais precisas tragam novas idéias.

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