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magtoo

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

último soneto




Sou sem lirismo da poesia lusa
Sem o fulgor da estrela tão ditos
Sem o primor da rima harmoniosa
Que traz ao verso a tua luz difusa

Sou um pecador, confesso-,me a ti Musa
Chama singela a crepitar formosa
Só ter no verso a inspiração confusa
Que torna a vida do poeta odiosa

Em tão cegueira, tentei a tua gloria
Como se dela fosse meritória
A minha obra vã sonho frustrado

Mas acordei e ajoelhado em teu altar
Peço perdão, meu crime foi te amar
Querer-te com ardor ,foi meu pecado

Jcf-1956

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