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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

proverbios

 

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Você pode se distanciar de quem está correndo atrás de você, mas não  do que está correndo dentro de você.
Provérbio Ruandês
 

Saber e não fazer é ainda não saber.
Provérbio Zen

 
Existem três tipos de pessoas: as que deixam acontecer, as que fazem
acontecer e as que perguntam o que aconteceu.
Provérbio Escocês 
 
 
Nunca xigue a mãe do crocodilo, a menos que você já tenha  atravessado o rio. provérbio haitiano 
 
 
O bom é não fazer nada e descansar depois.
Provérbio espanhol 


O maior dos erros é a pressa antes do tempo e a lentidão diante da 
oportunidade. 
provérbio árabe 
 
 
Ouça, ou sua língua te manterá surdo.
Provérbio indígena norte-americano 
Teu segredo é teu prisioneiro. Uma vez libertado, volta contra ti e 
te aprisiona. 
provérbio oriental 


Quando o machado entrou na floresta, as árvores disseram: o cabo é
dos nossos! 
Provérbio turco 

Se um homem diz que você se parece com um camelo, não ligue, mas se
dois homens dizerem, olhe-se em um espelho. 
Provérbio Árabe 
 
Proximidade sem conflito existe apenas no cemitério.
Provérbio Finlandês

Quando dois elefantes brigam, quem sofre é a grama. 
Provérbio Africano 

Diga-me e eu esquecerei. Mostre-me e eu lembrarei. Envolva-me e eu
aprenderei.
Provérbio indígena norte-americano 

Os homens são como tapetes: às vezes precisam ser sacudidos. 
Provérbio árabe 

Amizade é um caminho que desaparece na areia se não se pisa 
constantemente nele. 
Provérbio Africano 

A verdade é como a malagueta: ela arde. 
Provérbio guineense 
Se o seu problema tem solução, então não há com o que se preocupar. 
E se o seu problema não tem solução, toda preocupação será em vão. 
Provérbio tibetano 

Quem acredita é feliz, quem duvida é sábio. 
Provérbio húngaro 
 
Pregador: pessoa que parece saber mais do outro mundo do que deste. 
Provérbio celta 
 
Um pai é um banqueiro concedido pela natureza. 
Provérbio Francês 
O bêbado fala o que o sóbrio pensa. 
Provérbio judaico

domingo, 2 de novembro de 2008

loucos e santos

 
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LOUCOS E SANTOS

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.

Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. 
 
(Oscar Wilde)
 
"Sou louco porque vivo em um mundo que não merece minha lucidez." (Bob Marley)

! "ACASO"

"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "

(Antoine de Saint-Exupéry)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

o moço e o velho

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dialogo

O mancebo perfeito e o velho humilde e rude
Viram-se. E disse ao velho o mancebo perfeito:
"Glória a mim! sorvo o céu num hausto do meu peito!"
E o velho: "Engana o céu... Tudo na terra ilude..."

"Rebentam roseirais do chão em que me deito!"
"A alma da noite embala a minha senectude..."
"Quando acordo, há um clarão de graça e de saúde!"
"Pudesse ser perpétua a calma do meu leito!"

"Quero vibrar, agir, vencer a Natureza,
Viver a Vida!" "A Vida é um capricho do vento..."
"Vivo, e posso!" "O poder é uma ilusão da sorte..."

"Herói e deus, serei a beleza!" "A beleza
É a paz!" "Serei a força!" "A força é o esquecimento..."
"Serei a perfeição!" "A perfeição é a morte!"

domingo, 26 de outubro de 2008

Morte de Moema

Santa Rita Durão

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Corre a ver o espetáculo, assombrada:

E ignorando a ocasião da estranha empresa,

Pasma da turba feminil, que nada.

Uma que às mais precede em gentileza,

Não vinha menos bela, do que irada;

Era Moema, que de inveja geme,

E já vizinha à nau se apega ao leme...

Bárbaro (a bela diz:) tigre e não homem...

Porém o tigre, por cruel que brame,

Acha forças no amor, que enfim o domem;

Só a ti não domou, por mais que eu te ame.

Fúrias, raios, coriscos, que o ar consomem,

Como não consumis aquele infame?

Mas pagar tanto amor com tédio e asco...

Ah! que corisco és tu... raio... penhasco!

Perde o lume dos olhos, pasma e treme,

Pálida a cor, o aspecto moribundo;

Com mão já sem vigor, soltando o leme,

Entre as salsas escumas desce ao fundo.

Mas na onda do mar, que, irado, freme,

Tornando a aparecer desde o profundo,

Ah! Diogo cruel! - disse como mágoa, -

E sem mais vista ser, sorveu-se na água

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

o califa

banos-arabes


O Califa


No outro tempo em Bagdá Almansor, o Califa,
Um palácio construiu todo de ouro: a alcatifa
De jaspe, a colunata em pórfiro e o frontal
De toda a pedraria asiática, oriental;
Em frente desse asilo em piscinas de luxo
Chovia áurea poeira as fontes em repuxo

 

Ora, ali perto havia em frente ao monumento
Uma choça mesquinha, esfarrapada ao vento,
Quasi a cair, humilde e tristonha mansão
De um velho pobre, velho e simples tecelão.
Essa mísera casa, ao certo transtornava
A suntuosa impressão do Palácio. Causava
Não sei que dor, talvez asco. Desagradável,
Tanta riqueza ao pé de choça miserável!
Convinha, pois destruí-la. E ao velho tecelão
Oferecem dinheiro, e o velho disse: "—
Não
Guardai vosso ouro todo; esta casa que habito
Nunca será vendida, antes seja eu maldito,
Arrasai-a, porquanto é-rvos fácil poder.
Nela morreu meu pai e nela hei de eu morrer".
E à resposta do velho o califa Almansor
Esteve a meditar. Um dos servos: — "Senhor!
Sois poderoso e rei, vós podeis sem vexame
Essa casa arrasar, já e já, sem exame,
Pois vós! retroceder diante de um tecelão!"
Almansor, o Califa ergueu-se e disse: "
__ Não!
Eu não quero destruir a mesquinha choupana,
Quero-a de pé, bem junto a mim, essa cabana,
Porquanto a geração dos meus filhos se expande,
E quero que cada um a refletir, sem custo,
Vendo o palácio diga: — "Ave! Almansor foi grande!'
E vendo a pobre choça: — "Ele foi mais: — foi justo!"
Poesias.

julio ribeiro

cimitarra

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

o juramento do arabe

Arabs on Horses 2 


O Juramento do Árabe

Baçus, mulher de Ali, pastora de camelas,
Viu de noite, ao fulgor das rútilas estrelas,
Vail, chefe minaz de bárbara pujança,
Matar-lhe um animal. Baçus jurou vingança,
Corre, célere voa, entra na tenda e conta
A um hóspede de Ali a grave e inulta afronta,
"Baçus, disse tranquilo o hóspede gentil,
Vingar-te-ei com meu braço, eu matarei Vail."
Disse e cumpriu.
Foi esta a causa verdadeira
Da guerra pertinaz, horrível, carniceira
Que as tribos dividiu. Na Luta fratricida,
Omar, filho de Anru, perdera o alento e a vida.
Anru, que lanças mil aos rudes prélios leva,
E que, em sangue inimigo, irado, os ódios ceva,
Incansável procura, e é sempre em balde, o vil
Matador de seu filho, o traidor Mualhil.
Uma noite, na tenda, a um moço prisioneiro,
Recém-colhido em campo, o indómito guerreiro
Falou, severo, assim:
" Escravo, atende e escuta:
Aponta-me a região, o monte, o plaino, a gruta,
Em que vive o tridor Mualhil, diz a verdade;
Dá-me que o alcance vivoi, e é tua a liberdade!"
E o moço perguntou:
"É por Alá que o juras?"
"Juro" - o chefe tornou -
"Sou o homem que procuras!
Mualhil é o meu nome, eu fui que espedacei
a lança de teu filho, e aos pés o subjuguei!"
E intrépido, fitava o atónito inimigo.
Anru volveu: "És livre, Alá seja contigo!"
Gonçalves Crespo, de "Nocturnos"